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Quando
o sol alcançou seu mais alto ponto no céu, o calor ficou
terrível, então o gato branco correu para debaixo da
agradável sombra das grandes macieiras na área sul de
Eversun. Era um dia quente de verão, daqueles em que todos ficam
meio preguiçosos para qualquer negócio ou
ação que exija muito esforço. Como a dona do gato
estava relaxando perto de um lago e não queria brincar com ele,
não se importando com o quanto o gato a estava chamando para
brincar, o pequeno felino ficou entediado rapidamente sem saber o que
fazer. Depois de horas sendo ignorado por sua dona um som chegou aos
ouvidos do gato que ele reconheceu ser um chamado de sua dona. A amiga
chamava por ele. Como ele era leal não hesitou um só
minuto para seguir seu camarada apesar do calor sufocante. Seu mestre
havia deixado seus pertences sozinhos e o gato deixou de lado seu
tédio começou a mexer neles. Após algum tempo
procurando ele achou uma esmeralda em uma longa corrente de prata e
descobriu que era uma amada jóia que a shura sua amiga
havia recebido como herança quando sua mão morreu. Ela
certamente significava muito para ela, não era certo ficar com
ela, o gato pensou. Mas o incrível e lindo brilho como
milhões de faíscas verdes que repentinamente rodearam o
gato como um desconhecido e antigo feitiço afetaram o gato. Ele
ficou paralizado com esta visão.

E então o
colar desapareceu. Segundos após o clarão o gato notou
que suas patas estavam vazias, olhando para elas sem acreditar no que
via, ou melhor, no que não via. Uma gargalhada terrível
arrancou o animal de seu transe quando ele viu uma gangue de
bad-bow-wows
fugindo com a jóia, gritando em voz alta. Imediatamente o gato
saiu em perseguição aos ladrões. Ele perdera seu
rastro visualmente mas ainda podia ouvir as risadas que o guivam.
Ele deu o melhor se si nesta perseguição. Quando ele
chegou à uma grande rocha, saindo da terra como se fosse uma
grande árvore morta, os bow-wows estavam tão
próximos que o gato podia sentir seu cheiro. Ele passou pela
pedra e recuou apavorado. Em frenta a ele haviem orgulhosos pupus
selvagens, mais ou menos quinze deles, com pelo marrom e longas presas.
Nem sinal dos bow-wows. Os animais estavam excitados e cercavam algo
refletindo uma luz verde. Uma sensação de estar perdido
subiu pelo pequeno corpo do rubi, começando em seus pés e
compondo seu caminho para o nariz. Pupus selvagens eram conhecidos por
serem fortes e quando um membro do grupo é atacado todo o bando
vem em sua defesa. Era o fim da linha. Ele havia perdido a mais
importante posse de seu mestre. O que ele diria a ela quando
retornasse? E o que ela responderia? Não havia saída; ele
tinha que recuperar a jóia. Como lutar era uma idéia
estúpida ele teria que enganá-los. Deveria assustar os
pupus. Mas como, gato não é nem um pouco assustador
e o fogo que ele poderia cuspir não impressionaria um grupo de
quinze pupus selvagens. Olhando rapidamente em volta, tentando achar
uma solução, seu olhar se deteve em uma poça
marrom. Era uma idéia louca e insensata. Uma loteria. Embora
odiasse lama e sujeira mais que nada no mundo, o gato pulou na
poça lamacenta. O caldo marrom espirrou em volta e encoberto
pela grande rocha tomou um longo e sujo banho até que cada pelo
de seu corpo estivesse coberto.
Andando para o lado do bando de
pupus, o gato tentava se esconder timidamente. Seu
coração batia como um tambor e o pet acreditava que todos
poderiam ouvi-las, tão forte elas eram. Neste momento ele
agradecia por ter suas asas, pressionando-as em seu corpo para que
ninguém pudesse enxergá-las. Quando ele pegasse a
esmeralda ele iria simplesmente voar dali para nunca mais voltar.

Os pupus selvagens finalmente
notaram a presença do intruso. Agitados e excitados moveram sua
atenção da jóia para o pequeno gato. Um grande
pupu apareceu na frente do gato, com suas longas presas. Uma delas
já havia perdido a ponta e várias cicatrizes apareciam em
sua pele espessa e cheia de cerdas.
“O que você quer?”perguntou o pupu selvagem com uma voz profunda.
Muito amedrontado para responder ele
somente balbuciouT: “E-I-I…EU-I” De repente uma
outra voz, provavelmente pertencente a uma fêmea, cortou a cena.
“Você, o que você
está fazendo de novo? Está tiranizando estranhos pupus
novamente?” A pupu fêmea puxou o grande pupu para o lado e
silvou: “Proteger nosso bando não significa
perseguir outras crianças do grupo. Olhe para ele, ele
é perigoso ou o que?” Então ela se voltou para o
gato.
“Você está bem, querido?” Seu tom passou para um mais maternal.
“Si-sim,
senhora”, o gato respondeu trêmulo. Ele agora estava
rodeado por um grupo de pupus selvagens. A esmeralda estava
tãoperto mas inalcançavel ao mesmo tempo, a algus metros
atrás deles, desprotegida.
“Agora, o que você faz aqui?” a pupu fêmea continuou.
“Oh, bem, eu”, o gato
falou “Eu fui separado da minha… mãe… porque
alguns bow-wows nos atacaram.”
“Oh, querido, nos encontramos
com alguns
bad bow-wows”, disse o primeiro pupu que parecia ser o
líder do bando interrompendo o gato. “Eles foram
muito amáveis, nós demos a eles alguns abraços. Do
tipo de abraço de pupus.”
“Oh. legal”, o gato
respondeu nervosamente com um sorriso forçado para se juntar a
piada que o líder estava contando. De repente surgiu a chance
que o amigo da shura tanto havia esperado. Neste momento em que todos
ao redor levantavam suas cabeças, fechavam os olhos para
compartilhar a piada do líder, nosso amigo gato abriu suas asas
e partiu como um foguete para cima da esmeralda. Estava quase
lá, com as patas já roçando o colar quando um
furioso pupu apareceu. Ele tomou a jóia jogando-a para cima num
impeto. Em tempo, o esperto gato pode pegar a ponta da corrente de
prata e arrancá-la da boca do selvagem animal. Voando o gato viu
a multidão irada de pupus rugindo como demônios
coléricos. Ele voou o mais rápido que suas asas
aguentaram, como se tivesse fugindo do diabo. Ele não soube por
quanto tempo voou nem se a horda de pupus estava ainda em sua
perseguição mas o campo com o lago apareceu em sua
frente. Extremamente exausto ele pousou. Sua dona não estava por
perto. Rapidamente o gato ainda pintado colocou o colar em uma bolsa de
sua dona como se ele nunca houvesse saido de lá. De repente, a
sombra da shura caiu sobre ele. Assustado o animal se virou e
levantou sua cabeça, preparando-se para a bronca. Mas quando
seus olhos se encontraram com os da shura ele expressava somente pesar.
“Oh, querido, o que há
de errado com você? Você parece exausto!” Ela o
acariciou ternamente e deu uma olhada nele. Então ela sorriu
maliciosamente e perguntou:
“E o que você fez com
seu pelo? Você o pintou de marrom da cabeça às
pontas dos dedos. Como um pupu selvagem.”
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