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A Missão do Gato
Juízes, eu sugiro que vocês enrolem-se em
uma manta com uma xícara de café. Você está
aqui para um conto folclórico, e eu espero que vocês
apreciem tanto como eu que o escrevi.
No amanhecer do Ano-novo, todos os
doze animais do zodíaco iniciaram sua jornada anual para o
banquete do Imperador. O Gato fora enganado perdendo seu lugar no
zodíaco para o Rato esperto, e abrigou uma inimizade natural
contra o roedor. Todo ano, o Gato era desprezado no dia de Ano novo,
incapaz de entrar no palácio principal, e ele odiou o Rato por
isto.
Este ano, o Rato foi o primeiro a
subir. Em vez de fazer a jornada diretamente para o palácio do
Imperador, o Rato fez uma visita para o Gato, pensando que ele podia
pegar uma carona no Boi mais tarde. O rato cautelosamente chegou
à casa do Gato, e o despertou cuidadosamente, sabendo que isto
poderia significar o fim de sua vida (mas valeria totalmente a pena se
ele pudesse puxar seu tapete novamente). Naquele instante, quando Gato
sentiu o cheiro do Rato, ele o colocou sob suas patas e estava para
fazer o que todos os gatos fazem quando Rato gritou "Clemência!
Clemência!"
"Por que eu devia mostrar a
você o que você nunca me mostrou?" perguntou o Gato,
estremecendo como se ele estivesse de volta para o primeiro ano, quando
Rato o empurrou para fora do Boi durante a travessia do rio. O rato
vendo o gesto passageiro, e em desespero, ofegou "eu posso te mostrar
onde você pode ter seu próprio banquete!"
O gato tinha boas razões para
desconfiar do Rato, para ele ser famoso por sua esperteza. Mas para ter
seu próprio banquete... O rato tomou a hesitação
do Gato como uma oportunidade, e continuou "existe uma árvore de
mexerica adorável na base da montanha, por favor, deixe-me
viver, e eu mostrarei a você!"
Afortunadamente para Rato, o Gato
afrouchou seu aperto em sua garganta, e enquanto Rato tropeçava
pelas suas patas, Gato sacudiu sua pele branca, ainda arrepiada de ser
acordado tão cedo. Quando Gato sentou-se para alisar seu lindo
casaco de pelo, o Rato o chamou para ele se apressar, antes da
Garça azul despertar e escolher a melhor fruta. O Gato,
ligeiramente irritado por ter despertado cedo pela manhã e sendo
incapaz de cuidar de higiene pessoal, seguiu o rato relutantemente.
O dois caminharam da estrada arenosa
da casa do Gato para a estrada rochosa das montanhas. O rato parou na
sombra de um salgueiro próximo observando uma plácida
lagoa.
"Gato, eu devo te advertir, os
galhos da mexeriqueira são a casa da Serpente, e..."
O rato cessou bruscamente quando o Gato
silvou ameaçadoramente."Você me trouxe para outra
armadilha sua?" Ele furiosamente cospiu.
"Não, não, existe
verdadeiramente uma árvore de mexerica maravilhosa! Eu juro, as
frutas valem a pena o risco!" O Rato apressadamente adicionou. O gato
pareceu pronto para se lançar sobre ele que depressa gritou, "eu
sei um caminho para ficar longe da Serpente!" O rato silenciosamente
esperou que Gato caisse em seu ardil.
O gato considerou, abanou o rabo ligeiramente. "Se ele não envolver água..."
O rato disse "Você só
precisa conseguir sujar a sua pele um pouco enquanto." Oh, quanto ele
ia se divertir com isso!
As mexericas eram a fruta mais doce
que o Imperador servia em seu palácio principal, mas sujar o seu
casaco nevado era inconcebível! O gato estava penosamente
tentado, e ainda que o pequeno Rato tentasse engana-lo novamente, ele
estaria assistindo e pronto desta vez. Suspirando, o Gato disse: "Bem,
eu confiarei você. O que eu devo fazer?"
Tremendo sua costeleta, o Rato disse,
"Por que, com um pouco camuflagem, você pode se mover
furtivamente direto passando pela serpente! Você é
silencioso o suficiente em suas patas acolchoadas, e a Serpente
não pode ver bem..."
O gato podia ver o plano agora. Era
um assunto simples de passar pela árvore, e sendo tão
silencioso quanto possível. O único problema era...
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O gato lutou para não se
incomodar com o Rato emplastrando sua pele com lama. Ele gemeu pensando
em limpar toda essa bagunça totalmente mais tarde, mas ele se
concentrou em saborear aquelas mexericas adoráveis. O Rato,
enquanto isso, ia alegremente enlameando o Gato, cuidando de trabalhar
a porcaria entre a pele. Porém, em sua pressa, ele deixou rabo
do Gato, patas, e rosto sem a cobertura de lama, mas ignorou isto como
um problema trivial.
Assim que Rato disse "Feito!" o Gato
saltou estrangulando a mexeriqueira. Era misericordiosamente
fácil de escalar, e num instante, Gato estava no topo do
primeiro galho. O Gato quietamente chamou pelo Rato "Você pode
ver qualquer coisa?" O rato viu o flash de suas quatro patas e o
assobiar de seu rabo nas sombras das folhas, mas somente de relance
"Nada, você é praticamente invisível!"
O rato assistiu o Gato como uma
flecha através dos galhos, dificilmente fazendo um sussurro.
Porém, um reflexo de brilho prateado de escamas passou pelo
olhar do Rato, seguidos pelos olhos amarelos mortais da Serpente. O
chiado de advertência do rato ficou preso em sua garganta, e ele
desmaiou. O gato, feliz, desavisado, com toda sua atenção
focada em uma particularmente suculenta fruta de uma galha baixa. Ele
saltou em cima de uma galha, mas uma de suas patas deslizou, e ele
errou. Antes de cair no chão, ele pegou a ponta de um ramo mais
baixo, e conseguiu deter a queda. A mexerica estava quase brilhando com
sol nascente, e seu odor doce flutuamdo por toda parte. Estava somente
à uma pata de distância! O gato esticou seu braço
de lama listrada, e ficou surpreendido por ver sua pata branca
prímitiva. "Conserta isso, Rato!"
Porém, na mesma hora em que
Gato tocou a fruta laranja pequena, ele sentiu uma grande dor em sua
coxa esquerda, ele foi entorpecendo quase imediatamente, e o torpor foi
se estendendo. Olhando ao seu redor, ele viu enfim as mandíbulas
da Serpente cravadas na sua coxa, um regato minúsculo de sangue
rapidamente gotejando abaixo. Foi o Gato tocar a mexerica, a Serpente
silenciosamente o picou. Ela estava bastante irado por, primeiro ter
sido despertado cedo, e segundo, ter uma visita não desejada em
sua árvore. A Serpente enfurecida mansamente escorregou de cima
do tronco para o felino, e riscou uma de suas pernas.
A última coisa que o Gato
ouviu foi um pesado zumbido passando por sua orelha e o vento, como ele
caiu inconsciente soltou-se do galho. Seus últimos pensamentos
coerentes foram uns expletivas dirigidos ao Rato e um pesar opressivo
por ter vindo, então chegado tão perto, para uma festa
somente sua...
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Um menino pequeno estava apanhando
lenha no caminho de montanha, mas foi desviado pelo odor doce de...
"Mexericas!" Ele exclamou
excitadamente, conhecendo sua família nunca poderiam comprar
alguma no mercado. Depressa colocando de lado o seu pequeno fardo de
lenha, ele correu para a árvore. Ele parou, quando sentiu uma
gota úmida cair por sua bochecha direita, e olhou para ver se
era chuva começando. Para sua surpresa, ele viu um gato barrento
grogue que se agarrava ao galho, e uma serpente atrás, tentando
atingi-lo novamente. O menino abaixou-se para pegar uma pedra marrom,
que ele tacou na serpente. (A pedra era esquisitamente molenga.) Na
hora certa pois o Gato estava agora inconsciente, e caiu do
galho. O menino conseguiu pega-lo, e quando o menino olhou para cima, a
serpente fugiu. Sabendo que era mais importante, o menino pequeno
correu tão rápido quanto ele podia de volta para sua
cabana humilde, Gato aconchegado em seus braços. A lenha,
ficaria para mais tarde.
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Quando Gato despertou, o sol estava
vermelho flamejante contra as nuvens roxas escurecendo lá fora.
Desanimado, o Gato pulou em suas patas... Só para achar sua
perna traseira em um tala... E ele prontamente tombou de novo. Ele
chorou pensando por perder a fruta doce, e por ter caido na armadilha
do Rato novamente!
O menino correu de volta para seu
quarto quando ele ouviu o miado calmo do Gato e acariciou sua pele,
fazendo o melhor para alisar os topetes rotos que a lama formou.
O gato foi surpreendido nas
mãos do menino, mas ele submeteu-se quietamente em sua
miséria.
O menino deixou o gato em casa depois
de tratar a mordida e a hemorragia, e correu de volta para a
árvore de mexerica. Ele esquadrinhou as folhas e sombras para
qualquer sinal da serpente, mas nem um sussurro transtornando as folhas
velhas pode-se ouvir. Felizmente, a árvore era pequena e
fácil de subir, então o menino trepou em cima o tronco, e
agitou os galhos para deixar cair as frutas. Depois de encher o que ele
podia em sua bolsa, agora cheia, ele correu para casa. Estava bem
depois do café da manhã, mas o menino preparou um lanche
com duas das frutas doces da árvore.
Ao som do gato choramingando, o
menino correu para conforta-lo. Seu lamento se aquietou um pouco com
ele acariciando sua pele suja. Embora estava vivo, seus olhos estavam
semi-cerrados, orelhas abaixadas contra sua cabeça. O menino
lembrou-se da criatura agarrando algo quando a serpente se empenhava em
atingi-lo, e novamente correu para fora do quarto. Ele entrou
silenciosamente desta vez, levando uma mexerica em sua palma estendida.
O gato teve um espasmo no nariz. O menino estava agora sentando em um
tapete de tatami próximo à mesa baixa, descascando uma
mexerica. Logo, seu odor cítrico perfumou o quarto, e Gato miou
lamurioso novamente. Ele quase chorou também, mas seu nariz
tocou em algo úmido. E penetrante. O gato lambeu o suco que foi
espirrado sobre seu nariz, e abriu seus olhos para ver uma generosa
metade da fruta laranja colocada à sua frente. De olhos
arregalados, ele sentou-se desajeitadamente e olhou para o menino, que
agora estava mordiscando uma fatia. Ronronando, quase chorando
novamente, o Gato alegremente devorou a fruta, fatia por fatia. O
menino sorriu, e correu para buscar mais da fruta doce. Depois de
apreciar o lanche da tarde, o Gato moveu sua pata no ar em
direção ao menino. O menino se debruçou mais
íntimo, perguntando-se o que mais o gato podia querer. O gato
apertou sua cabeça peluda contra a bochecha do menino, e
ruidosamente ronronou para mostrar a seu agradecimento. Os dois
adormeceram juntos, o menino acariciando a pele do gato e o Gato
ronronando.
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No dia seguinte, a perna do gato
já estava suficientemente curada para ele caminhar. Enquanto o
menino estava fora coletando mais madeira (e esperava ele, mais
mexericas), o Gato sentou-se próximo ao tanque, e tentou
esfregar sua pele para limpa-la. O rato fez seu trabalho muito bem, e o
Gato lutava para conseguir seu casaco perolado branco de volta,
sem sucesso. Ele enrolou seu rabo ao redor seu corpo, descontente com a
diferença entre pele e rabo. "Mas valeu a pena pois sentiu um
sabor dos céus," ele pensou, ronronando, quando o som familiar
de passos cruzando o quarto e o baque de uma bolsa pesada acompanhado
por um suspiro de alívio saudou suas orelhas.
~FIM (omg)
A
história é quase completamente feita por mim, mas, sim,
é baseado em folclore chinês tradicional. A ordem do
Zodíaco era determinada pela ordem que os animais podiam chegar
no palácio do Imperador de Jade, e você podem deduzir que
o Rato enganou e tirou o Gato fora da fila.
As mexericas representam boa saúde e fertilidade. Deixa as relações duradouras longas e intactas.
Por outro lado, se você inverter as cores do Gato, você terá o ponto Lilás do gato de Siames \o/
SPOILER
Sim, o menino lançou o Rato inconsciente para a Serpente, que
bateu nela e acordou, que corria para o Banquete de Ano novo '
/fimSpoiler
*Suspiros* Sim, o menino também é o DomoBrasil.
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